Abertura de paradigmas a partir de uma proposta e perspetiva holística

É interessante observar o desconforto que os terapeutas holísticos causam nos outros profissionais que trabalham na área da saúde. A terapia holística incomoda muita gente porque rompe com os padrões cristalizados e rígidos estabelecidos pela medicina dita “moderna” e “oficial”. Com o advento do iluminismo e, coincidente, com a ascensão da Era de Aquário, a sociedade passou a valorizar a razão e o intelecto como a ferramenta absoluta para alcançarmos a verdade. Caimos assim na armadilha dos tecnocratas e racionalistas que querem tudo explicar através da ciência e da razão pura.

A astrologia ensina-nos que Aquário é representado pelo elemento ar, símbolo do intelecto e do idealismo. Se, por um lado, os ideais iluministas ajudaram a humanidade a ser mais fraterna e igualitária, por outro lado o excesso de “luzes” da razão tornou obscuro o caminho para que o ser humano pudesse se conhecer a si próprio.

Uma história da antiguidade, relata que Aristóteles teria sido ridicularizado por tentar apreender em seu cérebro todo o conhecimento existente no universo. Como poderá o finito conter o infinito?

A medicina tem tido avanços notáveis no campo do conhecimento do corpo humano e sua estrutura genética. O atual desenvolvimento da biologia e suas biotecnologias, do genoma, da clonagem, é capaz de maravilhar até mesmo o cientista mais experiente e optimista. A psicologia consegue prever os comportamentos humanos com tal precisão que, desde Hitler, no condicionamento da ideologia nazista até hoje em dia, nos apelos publicitários este conhecimento vem sendo plenamente utilizado. Mas será o ser humano apenas isto? Um corpo com condicionamentos e comportamentos estabelecidos por sua história, cultura, meio social e familiar, por sua genética e pelo ambiente físico?

Para uma mente puramente racional ou dogmatizada no ceticismo não poderemos ir muito longe desta definição.

As religiões muitas vezes tentaram lançar o ser humano para uma dimensão espiritual. Mas as religiões pecaram contra seus próprios princípios primários. A tentação tomista de tentar explicar Deus por meio de conceitos racionais gravados em textos imutáveis é simplesmente absurda. Mas esta atitude “religiosa” perdura até hoje. Deus tornou-se um “ente” documentado, certificado e patenteado na Bíblia, Corão, Tora e outros livros sagrados. As religiões não estimulam a entrega ao infinito, não favorecem o desprendimento das crenças e dogmas estabelecidos e a libertação do Homem em busca da ligação com o Universo como um todo. As religiões fomentam apenas o medo no Pai castigador e controlador que te julga sempre, o medo de não acreditar no que já está estabelecido, catalogando como uma ofensa grave à divindade o questionamento dos princípios supostamente “revelados”.

A terapia holística incomoda, principalmente porque seu caminho está inversamente oposto aos caminhos estabelecidos pelas ciências e pelas religiões. Um religioso cego em seu catecismo jamais suportaria passar por um tratamento de terapia holística. Um cientista limitado por seus paradigmas ainda menos. Pois como posso confiar no que nem sempre temos como explicar?

Tomemos alguns exemplos de terapias alternativas. A Quirologia: “Como assumir que em minhas mão se encontram escritos sinais de minha história pessoal?”; ou a astrologia: “Como aceitar que estrelas a anos-luz de distância podem interferir no meu quotidiano?”; ou então a Acupuntura: “Como entender que meridianos invisíveis se estendem pelo meu corpo e embora eu nunca possa visualizá-los no raio X eles podem ser estimulados e provocar mudanças em meu Chi, na minha energia vital?”; Os questionamentos são infinitos: “Como a essência de uma flor pode equilibrar a essência de um ser humano?”; “Como é possível recordar-se de uma vida passada?”; “Como confiar num pêndulo, na intuição, ou naquilo que não vemos?”

A terapia holística nos ensina que somos mais do que percebemos e vemos por via de meios materiais. Que há uma misteriosa ligação entre todas as coisas, que tudo está sincronicamente conectado. A terapia holística traz uma nova concepção do que é o ser humano e consequentemente do que é a própria vida.

O apego à razão e ao mensurável só mostra que a civilização moderna não fugiu ainda dos velhos padrões antropocêntricos, já tanto criticados pelos iluministas. Estes cometeram os mesmos erros que tanto condenavam: abolir a fé cega no espiritual para adotar a fé cega no empírico. E este erro ainda perdura nas ciências modernas, incluindo a psicologia e a medicina. Nestas, o homem ainda é a medida de todas as coisas. Para compreende-lo é preciso romper estes limites

A terapia holística estabelece uma ótica mais ampla, dessacraliza os paradigmas cognitivos e nos transporta para uma nova dimensão da verdade e do saber. A razão assume o papel coadjuvante na busca pelo real, mas não prioritário. A terapia holística confia na sensibilidade, escuta a intuição, leva em consideração as mensagens dos antigos mestres e é humilde por reconhecer que a verdade está além de nossos horizontes. Não prega, obviamente, uma fé cega no oculto ou no misterioso. Sua postura é também crítica e reflexiva. Apenas considera que a realidade está além, ou como diriam os fãs de “arquivo X”: “A verdade está lá fora”.

Abertura de paradigmas. Esta seja, talvez, a maior diferença entre a terapia holística e as demais ciências. O ser humano humildemente percebido numa ótica maior que ultrapassa sua própria capacidade de compreensão. A busca por este “eu” integral é a grande tarefa da terapia holística.

Paz profunda e imensa para você! E abra sempre a sua mente ao que é diferente.

Abertura de paradigmas a partir de uma proposta e perspetiva holística
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